Apolo – Deus Grego da música na Mitologia

Filho de Júpiter e de Latona, irmão gêmeo de Diana, Apolo (ou Febo) nasceu na ilha flutuante de Delos, que a partir desse momento ficou estável e imóvel pela vontade do jovem deus ou pelo favor de Netuno.

O Deus da Música, Poesia, Medicina e das Artes

Apolo é o deus da música, da poesia, da eloqüência, da Medicina, dos augúrios e das artes. Preside aos concertos das nove Musas; digna-se de habitar com elas os montes Parnasso, Heicon, Piero, às margens do Hipocrene e do Permesso.


O Músico

Ele não inventou a lira, recebeu-a de Mercúrio; mas como era inexcedível em tocá-la, encantava pelos seus harmoniosos acordes, os festins e as reuniões dos deuses. Goza de uma eterna mocidade, possui o dom dos oráculos e inspira as Pitonisas, ou as suas sacerdotisas, em Delos, Tenedos, Claros, Pátara, sobretudo em Delfos, e também em Cumes, na Itália.

 

A Lenda de Apolo

Deus-Apolo

Desde a adolescência, tomou a sua aljava e as terríveis flechas e se vingou da serpente Píton que tão obstinadamente perseguira a sua mãe.

A serpente foi morta, esfolada, e a sua pele serviu para cobrir a trípode sobre a qual se sentava a Pitonisa de Delfos para proferir os seus oráculos. Com uma face radiante de beleza, uma cabeleira loira que lhe caía em anéis graciosos sobre os ombros, de um talhe alto e desenvolvido, de uma atitude e de um andar sedutores.

Apolo amou a ninfa Coronis que o tornou pai de Esculápio. Esse filho de Apolo, que sobressai na Medicina, tendo usado segredos de sua arte para ressuscitar Hipólito, sem o consentimento dos deuses, foi fulminado por Júpiter.

Apolo, furioso, trespassou com as flechas os Ciclopes que haviam forjado o raio. Por essa vingança, considerada como um atentado, Apolo foi expulso do Olimpo. Exilado do céu, condenado a viver na terra, refugiou-se em casa de Admeto, rei da Tessália, cujos rebanhos guardava.

Tal era o encanto que exercia em torno de si nos campos, tão numerosos, os divertimentos com que embelezava a vida bucólica, que os próprios deuses ficaram com ciúme dos pastores.

Durante o exílio, o filho de Latona cantava e tocava lira; , com a sua flauta, ousou rivalizar com ele diante de Midas, rei da Frigia, designado como árbitro. Midas, amigo de Pã, pronunciou-se em seu favor; então Apolo, para castigá-lo de tão estúpido julgamento, fez crescer-lhe orelhas de asno.

O Sátiro Marsias, outro tocador de flauta, tendo querido competir com Apolo, sob a condição de que o vencido entregar-se-ia discricionalmente ao vencedor, foi batido pelo deus, que o fez esfolar vivo. Um dia Mercúrio lhe furta o rebanho e Apolo passa do serviço de Admeto para o de Laomedonte, filho de Ilo e pai de Príamo.

Apolo ajudou Netuno a construir as muralhas de Tróia, e não tendo recebido de Laomedonte nenhum salário, puniu essa ingratidão castigando o povo com uma peste que causou imensos estragos.

 

Amores e Filhos de Apolo

Apolo ainda errou algum tempo na terra; amou Dafne, filha do rio Peneu, que, esquivando-se ao seu amor, foi metamorfoseada; também amou Clítia, que se vendo abandonada por sua irmã Leucotoe, consumiu-se de dor e transformou-se em heliotrópio; e finalmente Cimene, que de Apolo teve muitos filhos, dentre os quais o mais célebre é Faetonte.

Jacinto, filho de Amidos e de Diomeda, foi também amado por Apolo. Zéfiro, que outros dizem Bóreas, que igualmente o amava, indignado da preferência que o jovem dava ao deus das Musas, quis vingar-se.

Um dia em que Apolo e Jacinto brincavam juntos, esse vento (Zéfiro) soprou com violência, desviou o disco que Apolo atirava, e o dirigiu contra Jacinto, atingindo-o na fronte e prostrando-o morto. O deus tentou todos os recursos da sua arte para fazer voltar a si o jovem tão ternamente amado: esforços e cuidados vãos.

Então transformou-o em uma flor, o jacinto, sobre cujas folhas inscreveu as duas primeiras letras do seu nome, ai, ai, que em grego (como em português) são ao mesmo tempo a expressão da dor. Júpiter enfim deixou-se abrandar, restabeleceu Apolo em todos os direitos da divindade, restituiu-lhe todos os seus atributos, e o encarregou de espalhar a luz no universo

Como sua irmã Diana, teve diferentes nomes: no céu chamavam-no Febo, da palavra grega foibos, – “luz e vida”, porque conduzia o carro do Sol; na terra e nos Infernos, o seu nome era Apolo. Muitas vezes ele é designado por sobrenomes que lembram ora os seus tempos privilegiados, ora as suas façanhas, ora os seus atrativos físicos, ora mesmo o lugar do seu nascimento.

Adoração de Apolo

A esse deus eram consagrados, entre os animais, o galo, o gavião, a gralha, o grilo, o cisne, a cigarra; entre as árvores, o loureiro, em lembrança de Dafne, e do qual ele fez a recompensa dos poetas, depois a oliveira e a palmeira; entre os arbustos e as flores, o lótus, o mirto, o zimbro, o Jacinto, o girassol, o heliotrópio, etc. As pessoas que chegavam à puberdade consagravam-lhe a cabeleira no seu templo.

 

Representação do Deus

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Apolo de Belvedère

Representam-no sempre moço e sem barba, porque o Sol não envelhece. O arco e as flechas que traz simbolizam os raios; a lira, a harmonia dos céus; às vezes dão-lhe um broquei que indica a proteção que concede aos homens. Usa uma cabeleira flutuante e muitas vezes uma coroa de loureiro, de mirto ou de oliveira.

As suas flechas são às vezes terríveis e malfazejas porque, em certos casos, o ardor do sol produz miasmas mefíticos, pestilências; mas geralmente o seu efeito é salutar. Assim como seu filho Esculápio, é venerado como o deus da Medicina. Não é ele, como sol, quem aquece a natureza, vivifica todos os seres, faz germinar, crescer e florescer essas numerosas plantas cuja virtude é um remédio ou um encanto para tantos males?

Nos monumentos, Apolo, profeta, está vestido com uma longa túnica, trajo característico dos padres que divulgavam os seus oráculos; como médico, tem a seus pés uma serpente; como caçador, ele se apresenta como um jovem, vestido de leve clâmide que deixa perceber o flanco nu; está armado de um arco, e tem um pé levantado, na atitude de corrida.

A sua estátua mais notável, talvez a mais célebre que nos resta da antiguidade, é o Apolo de Belvedère (imagem ao lado). O artista deu-lhe uma expressão, uma atitude ideais: o deus acaba de perseguir a serpente Píton, atingiu-a na sua rápida carreira, e o seu arco temível deu-lhe um golpe mortal.

Firme no seu poder, refulgindo de uma alegria nobremente contida, o seu augusto olhar se voltou para o infinito, muito para além da sua vitória; paira-lhe o desdém nos lábios, a indignação intumesce as suas narinas e sobe aos olhos, mas se estampa em sua fronte uma calma inalterável, e as pupilas estão cheias de doçura.

Uma das maiores estátuas de Apolo foi o colosso de Rodes: diz-se que tinha setenta cúbitos de altura, e era toda de bronze.

Templo de Apolo

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O seu templo de Deifos em incontestavelmente o mais belo, o mais rico e o mais célebre. Acorria gente de todas as panes para consultar o oráculo.

Em Roma, o Imperador Augusto, que se julgava obrigado para com Apolo, por causa da sua vitória de Atium, no seu palácio do monte Palatino, elevou-lhe um templo com um pórtico, onde colocou uma biblioteca.

 

 

 

 

 

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