Deus Hélios – O Deus Sol da Mitologia

O Sol ou Hélios, filho de Hipérion e de Basiléia, foi afogado no Eridano pelos Titãs, seus tios. Basiléia, procurando no rio o corpo do filho, adormeceu de cansaço, e viu em sonhos Helena dizer-lhe que se não afligisse por sua morte, pois que ele estava entre a classe dos deuses, e que o que no céu antigamente se chamava o fogo sagrado, chamar-se-ia de então em diante Hélios ou Sol.
Os gregos dão-lhe muitas vezes os nomes de Febo e Apoio. Entretanto, os antigos poetas fazem ordinariamente uma distinção entre Apolo e o Sol, e neles reconhecem duas divindades diferentes. Assim, Homero, no adultério de Marte e Vênus, diz que Apoio assistiu a esse espetáculo, como ignorando o fato; e que o Sol, instruído de toda a intriga, advertiu Vulcano.

Hélios apaixonou-se ardentemente pela filha de Netuno e de Vênus, Rodes, ninfa da ilha a que deu o seu nome. Dela teve sete filhos, os Helíacos, que dividiram entre si a ilha de Rodes. Rodes foi cansagrada ao Sol; e os seus habitantes, que se diziam descendentes dos Helíacos, dedicaram-se particularmente ao seu culto.


O Sol ainda amou e desposou a Persa, filha de Tetis e do Oceano, com quem teve Eetes, Perseu, Circeu e Pasifaé.
O culto do Sol estava espalhado em todo o mundo antigo. Os gregos o adoravam, e em seu nome juravam inteira fidelidade às suas promessas. Em uma montanha perto de Corinto havia muitos altares consagrados ao Sol, e depois das guerras dos Medas, os habitantes de Trezene dedicaram um altar a Hélios libertador.

Entre os egípcios, o Sol era a imagem mesma da divindade, e toda uma cidade lhe era consagrada, – Heliópolis
Aprouve a Ovídio fazer a descrição do Palácio do Sol: é uma estância de cristal, diamantes, pedras e de metais preciosos, toda resplandecente de luz; o deus ocupa um salão ainda mais rico e mais brilhante que o resto da casa; e tanta é a luz que faísca e irrompe de todos os lados que olhos mortais não poderiam suportar o seu fulgor.

Hélios, no seu aparato de esplendor, sobe de manhã ao seu carro atrelado a cavalos que respiram fogo e impaciência, e se atira no céu, pelo caminho costumado, desde que a Aurora abre as portas do dia. Dizem os poetas que, se lhe acontece estar atrasado, é que se esquece no leito de Tetis, filha de Nereu, a mais bela ninfa do mar. A tarde, ele desce ao seio das ondas a fim de gozar um repouso bem merecido, enquanto que os

seus cavalos também vão refazer as forças, para que com um novo ardor, possam recomeçar a corrida quotidiana.
Representa-se geralmente o Sol sob os traços de um jovem de cabeleira loura, de face brilhante e purpurina. Está coroado de raios e percorre o Zodíaco em um cano tirado por quatro cavalos.

Os antigos também o representavam por um olho aberto sobre o mundo.

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