Héstia (Vesta) – Deusa do Fogo na Mitologia Grega

Héstia (Também chama Vesta), deusa do fogo tinha um culto que na Ásia e na Grécia remontava à mais alta antigüidade. Ela era venerada em Tróia, muito tempo antes da ruína dessa cidade, e se crê que foi Enéias quem trouxe para a Itália o seu culto e o seu símbolo: ele a tinha entre os seus deuses penates.

Os gregos começavam e acabavam todos os seus sacrifícios adorando Héstia, e a invocavam em primeiro lugar antes de todos os outros deuses. Em Corinto existia um templo de Héstia, mas sem nenhuma estátua; via-se apenas no centro desse templo um altar para os sacrifïcios que se celebravam em honra da deusa.


Outros altares seus também havia em diversos templos consagrados a outros deuses, como por exemplo em Delfos, em Atenas, em Tenedos, em Argos, em Mileto, em Efeso, etc.

O Fogo da Deusa Héstia

Deusa-Hestia

O seu culto consistia principalmente em alimentar o fogo que lhe era consagrado e impedir que se apagasse.

Em Roma, Numa Pompiio fez construir para Héstia um templo em forma de globo, imagem do universo. Era no meio desse templo que se alimentava o fogo sagrado com tanto mais vigilância quanto ele era visto como o penhor do império do mundo.

Se por acaso o fogo se apagava, não se devia reacendê-lo senão pelos raios do Sol, por meio de uma espécie de espelho. Mesmo que o fogo se não extinguisse era renovado todos os anos, no primeiro dia de março.

A Imagem de Héstia

Em Roma, como na Grécia, Héstia, a Virgem, não tinha outra imagem ou símbolo além do fogo sagrado. Comumente representavam-na com vestes de matrona, com estola, segurando na mão um facho ou uma lâmpada, ou uma pátera, vaso de duas azelhas, chamado capedúncula, algumas vezes também um Paladium ou uma pequena Vitória.

As vezes, em lugar da pátera, ela segura uma haste, azagaia sem feno, ou uma cornucópia. Nas medalhas e monumentos, os títulos que se lhe dão, são: Héstia a Santa, a eterna, a feliz, a antiga, Héstia a Mãe, etc.

Entre os romanos, o fogo sagrado de Héstia era guardado e alimentado por jovens virgens, as Héstiais. Essas donzelas eram escolhidas entre as melhores famílias de Roma, na idade de seis a dez anos. Ficavam ao serviço da deusa durante um período de vinte a trinta anos, e voltavam depois ao seio da sociedade romana, com permissão de contratar casamento.

Mas, durante o sacerdócio, as Héstiais que deixavam o fogo apagar-se eram severamente e mesmo cruelmente punidas: aquela que violasse o seu voto de virgindade era condenada à morte, e algumas vezes enterrada viva.

Em compensação de todos esses rigores, as Héstiais eram objeto de um respeito universal: como os grandes dignitários, eram precedidas por um litor, e só dependiam do colégio dos pontífices; eram muitas vezes chamadas para apaziguar as dissensões nas famílias: confiavam-se-lhes os segredos dos particulares e até os do Estado.

Foi entre as suas mãos que o Imperador Augusto depôs o seu testamento; depois de sua morte elas o levaram ao Senado Romano.

As Héstiais tinham a cabeça circundada por frisos de lã branca que lhes caíam graciosamente sobre as espáduas e de cada lado do peito. As suas vestes eram de uma grande simplicidade, mas elegantes. Por cima de um vestido branco usavam uma espécie de roquete da mesma cor.

O manto, que era de púrpura, escondia-lhes uma espádua, deixando a outra seminua. Ao principio cortavam os cabelos; mais tarde, porém, usaram toda a cabeleira. Quando o luxo se espalhou em Roma, as Héstiais passeavam em suntuosa liteira, mesmo em carro magnífico, com um numeroso séquito de mulheres e de escravos.

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