Priapo – Deus da Fertilidade – Mitologia Grega

Priapo era filho da ninfa chamada Naiás ou Quione, ou segundo outros autores, de Vênus e de Baco, que por essa deusa fora recebido com ardor, ao voltar triunfante das índias. Ciumenta de Vênus, Juno se esforçou em prejudicar a

Priapo, e fê-lo nascer com uma deformidade extraordinária. Logo que veio ao mundo, sua mãe fê-lo educar longe dela, nas margens do Helesponto, em Lampsaco, onde pela sua libertinagem e impudentes atrevimentos, tornou-se um objeto de terror e de repulsão.


Mas tendo sobrevindo uma epidemia, os habitantes consternados julgaram ver nisso uma punição pelas poucas atenções que haviam tido pelo filho de Vênus, pediram-lhe que permanecesse entre eles, e depois, em Lampsaco, mereceu a veneração pública; daí o sobrenome que lhe deram os poetas, de Lampsácio ou Ilelespôntico.

Príapo

Priapo é muitas vezes considerado como , o emblema da fecundidade na natureza. Na Grécia era particularmente venerado por aqueles que criavam rebanhos de cabras ou de ovelhas, ou colmeias de abelhas. Em Roma era considerado como um deus protetor dos jardins. Acreditava-se que era ele quem os guardava e os fazia frutificar. Não deve, porém, ser confundido com Vertuno.

A maior pane das vezes é representado sob a forma de Hermes ou de Terma, isto é, com o busto sobre um soco, cornos de bode, orelhas de cabra, e uma coroa de folhas de vinha ou de loureiro. Os antigos tinham o costume de borrar as suas estátuas com cinábrio ou com zarcão. Algumas vezes colocam a seu lado instrumentos de jardinagem, cestos para as frutas, uma foice para segar, uma dava para afastar os ladrões ou uma vara para amedrontar os pássaros.

Sobre os monumentos de Priapo, vêem-se também cabeças de burro, animais que os habitantes de Lampsaco ofereciam em sacrifício a esse deus. Ovídio pretende que tais sacrifícios eram feitos, em memória da ninfa Lotis, que perseguida por esse deus, escapou-lhe metamorfoseando-se em lótus.

Representação do Deus Priapo e sua Adoração

Os artistas e os poetas costumam tratar Priapo com muita distinção. Uns representam-no, às vezes, com uma crista de galo, uma bolsa na mão direita, e uma campainha na esquerda; outros ameaçam-no de atirá-lo ao fogo se ele deixar furtar algumas árvores confiadas à sua guarda. Metem-no mesmo à bulha sob o pretexto de que se deixa insultar pelos pássaros que se não espantam com o seu aspecto.

Em Roma celebravam-se as Priapos ou festas de Priapo, onde eram as mulheres que tinham um papel mais saliente. Muitas entre elas vestiam-se de bacantes, ou de dançarinas que tocavam flauta ou outro instrumento de música. Sacrificavam-lhe um asno, e uma sacerdotisa exercia as funções do vitimário.

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