Atlas – Contra os Deuses da Mitologia Grega

Atlas, filho do Titã Japeto e da Oceânida Climene, ofereceu o seu auxilio aos Gigantes, na guerra contra Zeus. Como castigo dessa cumplicidade, o senhor do Olimpo, depois da vitória, mudou-o em montanha e condenou-o a.sustentar sobre os ombros a abóbada celeste.

Segundo outra fábula, Atlas proprietário do jardim das Hespérides, advertido por um oráculo de desconfiar de um filho de Júpiter, negou a hospitalidade a Perseu, que lhe mostrou a cabeça de Medusa e o transformou em montanha.
Representam-no como um gigante, em pé no meio das águas, suportando a esfera celeste e gemendo sob o seu peso.


Hércules um dia substituiu-o, e Atlas repousou; mas há muito tempo Hércules deixou este mundo, e Atlas, com o dorso curvado, continua a sofrer seculares fadigas sob o peso do céu.

Sobre a sua cabeça, ele percebe às vezes as Atlântidas, suas filhas, que sob o nome de Plêiades, se agruparam e brilham entre as estrelas. A seus pés, ao lado da Mauritânia, percebia também as Hespérides, Egle, Aretusa e Hiperetusa, três filhas que lhe deu Hésperis ou a Noite, sua mulher, filha de Hésperus (Vésper).

 

 

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Batalha dos Titãs

 

Essas três irmãs tinham no seu jardim as macieiras de frutos de ouro, árvores famosas, colocadas sob a guarda de um dragão de cem cabeças.

Essas maçãs de ouro, sobre as quais o terrível dragão tinha incessantemente os olhos abertos, possuíam uma virtude surpreendedora. Foi com uma delas que a Discórdia inimistou as três deusas, Juno, Vênus e Minerva, foi com o mesmo fruto que Hipômene venceu na corrida a invencível Atalante e obteve a sua mão em recompensa da vitória.

A fim de retardar Atalante, o astuto Hipômene atirava-lhe de distância em distância uma das maçãs de ouro, que ela se detinha a apanhar.

As Hespérides tinham a voz encantadora e o dom de se ocultar aos olhos por metamorfoses súbitas. Hércules, durante as suas façanhas, colheu as maçãs de ouro, e matou o dragão do jardim maravilhoso.

A Mitologia que consagrou e deificou as montanhas, devia também reservar um culto aos vulcões, e particularmente ao Etna.

Não somente essa célebre montanha da Sicilia passava por encerrar as forjas de Vulcano e a oficina dos Ciclopes, mas, persuadidos de que estava em comunicação com as divindades infernais, os povos antigos pressagiavam o futuro pelas suas erupções. Jogavam na cratera objetos de ouro ou de prata e mesmo vítimas: se o fogo os devorasse, o presságio era feliz; e ao contrário, era funesto se a lava os rejeitasse.