Belerofonte – Quem foi na Mitologia Grega? Quimera e Significado


Belerofonte era filho de Glauco, rei de Efira ou Corinto, e de Eprímedes, filha de Sísifo. Contaremos em nosso artigo a história do herói.

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Significado e Nome

O seu verdadeiro nome, Hiponous (rad. hipos, cavalo, nous, inteligência) foi-lhe dado em lembrança de ter sido ele o primeiro que adestrou o cavalo e o conduziu com a rédea.

Segundo outros mitólogos, esse nome lhe veio por causa de Beleros, a quem matara (rad. foneus ou foneutes, assassino).

Tendo tido pois a desgraça de matar em uma caçada a seu irmão Belero ou Pirreno, foi obrigado a refugiar-se na corte de Proeto ou Proclo, rei de Argos.

Quem Foi na Mitologia Grega?

Antéia ou Estenobéia, mulher desse príncipe, tendo-se apaixonado pelo jovem herói e encontrando-o insensível, acusou-o diante de seu marido de ter querido seduzi-Ia.

O rei, para não violar os direitos da hospitalidade, enviou-o à Lícia, com cartas dirigidas a Iobates, rei desse país e pai de Estenobéia, nas quais dava informações da injúria recebida, e pedia vingança.

Quimera e a história de Belerofonte

O rei Iobates acolheu-o hospitaleiramente; os nove primeiros dias de sua chegada passaram-se em festas e banquetes; no décimo dia, porém, tendo o rei de Lícia aberto as cartas de que seu hóspede fora portador, deu-lhe ordem de ir combater a Quimera, monstro filho de Tifon e de Equidna, e criado por Amisodar.



Esse monstro tinha a cabeça de leão, a cauda de dragão e o corpo de cabra; a sua goela hiante vomitava turbilhões de fogo. Belerofonte venceu-o e exterminou-o.

Depois triunfou sobre muitos inimigos e perigos. Venceu os sólimos, as Amazonas e os lícios. Foi então que Iobates, reconhecendo a inocência de Belerofonte e a proteção especial com que o céu o honrava, deu-lhe a filha em casamento e o declarou seu sucessor.

Conta Homero que, no fim da vida, tendo-se abatido sobre ele a cólera dos deuses, entregou-se à mais negra melancolia, errando só nos desertos e evitando o encontro dos homens.

Outros contam diferentemente a história do herói. Diz-se que Minerva lhe deu o cavalo Pégaso para combater a Quimera.

O príncipe, montado sobre esse ginete alado, o coração orgulhoso por tantos triunfos, tendo querido elevar-se até os céus, um moscardo enviado por Júpiter picou o cavalo e derrubou o cavaleiro, que morreu na queda.

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Fim do Herói

Acrescenta-se que Belerofonte, descontente, com Iobates, que o expusera a tantos perigos, pediu a Netuno, seu avô, que o vingasse. À sua prece, as ondas do mar o acompanharam e inundaram o país. Em vão os lícios alarmados pediram-lhe que acalmassem Netuno. Só as mulheres conseguiram abrandá-lo.

Então, ele voltou-se para o mar, e fez retirar as ondas. Nas moedas antigas vê-se Belerofonte com Pégaso. Havia em Corinto um bosque de ciprestes, chamado Craneu, que em parte era consagrado ao herói, e onde iam os coríntios solenemente render-lhe homenagens.

Também o honravam à margem de sua fonte de Pirene, em memória de Pégaso, que estava bebendo a essa fonte fresca quando, de surpresa, Belerofonte segurou-o e o montou para ir combater a terrível Quimera.

Segundo Ovídio, Io era filha do rio Inaco; segundo outros, de Inaco, primeiro rei de Argos, ou mesmo de Triopas, sexto sucessor de Inaco.

Júpiter apaixonou-se por essa princesa; e para evitar o furor de Juno, ciumenta dessa intriga, cobriu-a com uma nuvem e mudou-a em vaca. Juno, suspeitando um mistério, impressionou-se com a beleza do animal, o pediu-o a Júpiter.

O deus, não ousando recusar-lho com medo de aumentar as suas suspeitas, satisfez o seu desejo e ela o entregou aos cuidados de Argos de cem olhos.

Depois que Mercúrio matou esse guarda vigilante e libertou Io, Juno, irritada, enviou uma Fúria, ou segundo outros um moscardo, para perseguir a infeliz princesa, lo ficou tão perturbada que atravessou o mar a nado, foi a Ilíria, passou o monte Hemus, chegou a Cítia e ao país dos cimérios; depois de ter errado em muitos países, parou às margens do Nilo, onde Júpiter lhe restituiu a primeira forma, depois de haver abrandado Juno.

Aí deu à luz Epafo e pouco tempo depois morreu. Epafo, desde que nasceu, foi arrebatado pela ciumenta Juno, que o entregou aos cuidados dos curetes; Júpiter, ao saber disso, matou-os.

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Imagens- mitologiagrega.net.br/ franciscosanchiscortes.es

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