Cila e Caribdes – Mito da Mitologia Grega

Cila, ninfa de uma esplêndida beleza, inspirava um violento amor a Glauco, que se diverte com as tempestades e se compraz nas ondas azuladas. Meio homem, meio peixe, não fazendo ideia nem da sua fealdade nem da sua deformidade, esse deus marinho inutilmente tomava o céu, a terra e o mar, como testemunhas da sinceridade do seu coração; a ninfa era insensível aos seus juramentos e transportes. Recorreu então a Circe.

A mágica que amava Glauco a ponto de ser ciumenta, fez-lhe pérfidas promessas. Preparou um veneno que atirou na fonte em que a ninfa tinha o costume de se banhar. Apenas Cila entrou na fonte, viu-se imediatamente mudada em um monstro que tinha seis garras, seis goelas e seis cabeças; uma matilha de cães saía-lhe do corpo em redor da cintura, e os seus uivos contínuos causavam horror aos viandantes.


A própria Cila, horrorizada da sua forma monstruosa, atirou-se ao mar perto dos rochedos e escolhos, no estreito de Sidiia, que ficaram tendo o seu nome.

Cila e Caribdes

Cila tem uma voz terrível, e os seus gritos medonhos parecem o rugido do leão; é um monstro cujo aspecto faria estremecer mesmo a um deus. Quando vê passar os navios no estreito, avança fora do seu antro e os atrai para devorar; foi assim que se vingou de Circe, fazendo naufragar os navios de Ulisses, seu amante. Caribdes, filha de

Netuno e da Terra, tendo furtado os bois de Hércules, .foi fulminada por Júpiter e mudada em um abismo perigoso que está no estreito da Siciia, em frente ao antro de Cila. Homero supõe que esse abismo devora as ondas três vezes por dia, e três vezes as vomita com rugidos horríveis.

Desses dois sorvedouros, o menos perigoso é o de Caribdes. Daí o provérbio: “Sair de Caiibdes, cair em Cila”, ou mais comumente: “Andar entre Cila e Caribdes”.

 

imagem: portal-dos-mitos