Circe – Mito da Mitologia Grega

Circe, irmã de Pasifaé e Eetes, era filha do Sol e da ninfa Pérseis, uma das Oceânidas, ou segundo outros, do Dia e da Noite. Dizia-se que era uma tão hábil mágica que fazia descer as estrelas do céu; mas era sobretudo exímia na arte dos envenenamentos.

O primeiro ensaio, que, nesse gênero, fez dos seus talentos, foi sobre o rei de Sarmates, seu marido, – crime que a tomou odiosa a seus súditos, que a obrigaram a fugir. O Sol transportou-a em seu carro sobre a costa da Etnhia, depois chamado cabo de Circe, e a ilha de Ra ficou sendo o lugar de sua moradia.


Foi aí que ela transformou em monstro a jovem Cita, por ser amada de Glauco, a quem Circe amava violentamente. O mesmo fez com Pico, rei da Itália, a quem metamorfoseou em picanço porque ele se recusou a abandonar sua mulher Canente, para unir-se a ela. A desgraçada Canente teve um desgosto tão grande, que à força de se lamentar, evaporou-se nos ares.

circe

Ulisses, indo parar às costas habitadas por essa terrível mágica, só conseguiu escapar às suas manhas, graças às recomendações de Mercúrio e ao auxilio de Minerva. Ela, porém, arranjou meios de detê-lo nas armadilhas do amor. Para agradá-lo restituiu a primitiva forma aos seus companheiros, mudados em animais; ele ficou um ano com ela, e fê-la mãe de Ágio e Latino.

A perfídia, os filtros, os malefícios de Circe não impediram que ela tivesse o seu lugar entre os deuses. Era adorada na ilha de Na, e tinha um monumento em uma das ilhas chamadas Farmaeusas, perto de Salamina.

A fábula de Circe, que mudava os homens em animais pelas suas seduções e encantos, é uma alegoria que se tomou popular como a expressão “companheiros de Ulisses”.