Glauco – Mito da Mitologia Grega

Glauco, filho de Netuno e de Nais, ninfa do mar, foi a princípio um célebre pescador de Antedonte, na Beócia. Um dia, tendo posto sobre as ervas da margem uns peixes que acabara de pescar, notou que eles se agitavam de um modo extraordinário, e se atiravam ao mar. Persuadido de que essas ervas tinham uma virtude particular, provou-as e seguiu o exemplo dos peixes. O Oceano e Tetis despojaram-no do que tinha de mortal e o admitiram no número dos deuses marinhos. A cidade de Antedonte elevou-lhe um templo e ofereceu-lhe sacrifícios. Teve mais tarde nessa mesma cidade um oráculo muitas vezes consultado pelos marinheiros.

Conta-se que Glauco se apaixonou por Ariana quando foi raptado por Baco, na ilha do Dia. Para castigá-lo, o deus amarrou-o com sarmentos de vinha, mas Glauco conseguiu desembaraçar-se.


Foi ele quem apareceu aos Argonautas, sob a forma de um deus marinho, quando Orfeu, por ocasião de uma tempestade, fez um juramento solene aos deuses de Samotrácia. No combate entre Jason e os tirrenianos, ele incorporou-se aos Argonautas, e foi o único que saiu sem ferimentos.

Intérprete de Nereu, predizia o futuro, e ensinou ao próprio Apoio a arte das predições.

O seu aspecto tem muita semelhança com o de Tritão. A barba é úmida e branca, e os cabelos esvoaçavam sobre os ombros. Tem as sobrancelhas espessas e tão juntas que parecem uma só. Os seus braços são em forma de nadadeiras, e o peito está coberto de algas. O resto do corpo é de peixe, cuja cauda se recurva até os rins.