Higéia, Hímen ou Himeneu – Deuses da Mitologia

Higéia, nome que em grego significa saúde, pertencia duplamente a família de Apoio, tanto por seu pai Esculápio como por sua mãe Lampécia, filha de Apoio e de Cumene.

Os gregos veneravam-na como uma deusa poderosa, encarregada de velar pela saúde dos vivos. Não somente os homens, mas todos os animais, mereciam os seus cuidados atentos e as suas salutares inspirações.


Era Higéia quem sugeria misteriosamente a uns e a outros a escolha dos alimentos necessários à sua existência e os remédios apropriados a seus males; parecia personificar o instinto da vida, e, sustentando as forças dos mortais, prevenindo as moléstias, evitava a seu pai o trabalho de intervir continuamente com a sua ciência onipotente, a fim de aliviar ou curar a dor.

Em um templo de Esculápio, em Sicione, Higéia tinha uma estátua coberta com um véu, à qual as mulheres dessa cidade dedicavam a cabeleira. Em certos monumentos representam-na coroada de louros, com um cetro na destra, como rainha da Medicina. Sobre o seu seio está um imenso dragão, que avança a cabeça para beber em uma taça que ela segura na mão esquerda.

Hímen ou Himeneu

O deus Hímen ou Himeneu, filho de Baco e de Vênus, presidia ao casamento. Alguns poetas fazem-no filho da musa Urânia, outros da musa Calíope e de Apolo.

Qualquer que seja a sua genealogia, esse deus desempenha um grande papel na vida humana, e o seu culto era venerado em toda parte. Os atenienses o invocavam sempre nas cerimônias do casamento, e durante as festas solenes invocavam-no com um canto triunfal: “Himeneu, Himeneu oh! Himeneu, Himeneu!”

Representam-no sob a figura de um jovem louro, coroado de flores, sobretudo de manjerona, tendo na destra um facho, e na esquerda um véu de cor amarela, visto que essa cor em Roma era geralmente afeta às bodas. Nos casamentos romanos o véu da noiva era de um amarelo brilhante.

Algumas vezes esse deus, coroado de rosas, usa uma veste branca, bordada de flores; alguns mitólogos dão-lhe um anel de ouro, uma canga e peias aos pés, alegoria que se tornou ainda mais transparente com dois fachos que têm uma só chama e que se colocava entre as suas mãos ou a seu lado.