Rios Aqueronte e Estige (Styx) na Mitologia Grega

Os principais rios dos Infernos eram o Estige (Styx), o Aqueronte, o Cocito e o Flegeton.

Estige era uma ninfa, filha do Oceano e de Tetis; de todos os filhos que nasceram dessa união, diz Hesíodo, ela foi a mais respeitável. Palas, filho de Creio e de Euribia, apaixonou-se por ela, e fê-la mãe de Zelo, da Força e de Nice ou a Vitória.


Quando Júpiter, para punir o orgulho dos Titãs, chamou em seu socorro a todos os imortais, foi Estige quem em primeiro lugar chegou com a sua perigosa família. 0 senhor dos deuses soube reconhecer uma tal solicitude em servi-lo: admitiu à sua mesa os filhos dessa devotada Safa, e pela mais lisonjeira das distinções, quis que ela fosse o vínculo sagrado dos juramentos dos deuses, e estabeleceu as mais severas penas contra aqueles que violassem os juramentos feitos em seu nome; quando o próprio Júpiter jura pelo Estige a sua palavra é irrevogável.

A ninfa Estige presidia a uma fonte da Arcádia cujas águas silenciosas formavam um regato que desaparecia sob a terra e ia desaguar nas regiões infernais, Ai esse regato tornava-se um rio lodoso que extravasava em infetos charcos cobertos por uma noite sombria.

Rios Aqueronte e Estige (Styx)

Rio Aqueronte

Aqueronte, filho do Sol e da Terra, foi mudado em rio e precipitado nos Infernos, por ter fornecido água aos Titãs quando estes declararam a guerra a Júpiter. Três pequenos rios desse nome corriam na Grécia; em Epiro, em Elida e na Lacônia. Este último desaparecia nos arredores do cabo Averno, o que explica a fábula.

O Aqueronte. assim como o Estige, era um rio por onde as almas passavam sem esperança de regressar. O seu nome em grego exprime a Tristeza e a Aflição. t representado sob a figura de um velho coberto de úmidas vestes; repousa sobre uma urna negra donde saem ondas espumantes, porque o curso do Aqueronte é tão impetuoso que arrasta como grãos de areia grandes blocos de rochedo- O mocho, a ave lúgubre, é um dos seus atributos.

O Cocito, nos Infernos, é um afluente do Aqueronte. Em Épiro, não longe do lago Áqueruso, havia um curso d’água com esse nome. Nas margens do Cocito infernal, as sombras dos mortos privados de sepultura eram condenadas a errar durante cem anos antes de comparecer perante o tribunal supremo e de conhecer a sua sorte definitiva.

Era o rio dos gemidos: cercava a região do Tártaro, diz-se que o seu curso era formado pelas abundantes lágrimas dos maus. Apresentavam nas suas margens teixos, ciprestes e outras árvores de folhagem sombria. Na sua vizinhança havia uma porta colocada sobre um lumiar e gonzos de bronze, que era a entrada dos Infernos.

O Flegeton, outro afluente do Aqueronte, rolava torrentes de chamas sulfurosas. Atribuíam-lhe as qualidades mais nocivas. O seu curso bastante longo, em sentido contrário ao do Cocito, cercava a prisão dos maus.