AFRODITE – deusa grega do amor e da beleza (Vênus) | Mitologia Grega

Afrodite (ou Vênus) é uma das divindades mais célebres da antiguidade: era ela quem presidia os prazeres do amor. A respeito de sua origem, como sobre a de muitos outros deuses, os poetas não estão de acordo. Saiba mais sobre a deusa da beleza e do amor.

Esta é, sem dúvida, uma das deusas mais conhecidas e populares da Grécia Antiga, já que a Afrodite está ligada à paixão, amor e desejo.

Para os antigos gregos, a deusa Afrodite exercia uma forte influência no desenvolvimento e prazer das pessoas. Embora também fosse conhecida como a deusa da beleza e do amor, Afrodite está muito distante de ser uma deusa amável, sorridente e graciosa.



Essa deusa é caracterizada por ter uma personalidade impiedosa e vingativa. Afrodite era representada seminua ou totalmente nua, sendo jovem e bela.



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A história de Afrodite

Com relação ao nascimento de Afrodite, a mitologia grega traz duas versões:

Versão 1:  De acordo com a versão mencionada por Hesíodo (poeta grego da Antiguidade), a deusa Afrodite teria nascido de uma maneira incomum.

Depois de Cronos cortar os órgãos de Urano e atirá-los ao mar, em torno desses órgãos foi formada uma espuma branca que, misturada ao mar, possibilitou uma fecundação que deu origem a Afrodite. Logo, nessa versão mitológica, Afrodite seria filha de Urano. Seguindo essa versão, os irmãos de Afrodite seriam Erínias e os Gigantes.



Versão 2:  Na outra versão do nascimento dessa deusa (que é a mais aceita), Afrodite seria filha de Zeus (deus dos deuses) e Dione (deusa das ninfas).

Adotando essa versão, os irmãos da deusa Afrodite seriam: Ares, Atena, Apolo, Ártemis, Dioniso, Hebe, Hermes, Héracles, Helena, Hefesto, Perseu, Minos, Musa, Cárites e Melíade.

Relacionamentos Amorosos e Filhos de Afrodite

Por ordens de Zeus, Afrodite foi casada com Hefesto. No entanto, não gostava do marido nem do seu casamento. Um dos amantes com o qual ficou mais tempo foi Ares (o deus da guerra). Após separar-se de Hefesto, Afrodite casou-se com Ares. No entanto, a deusa continuou mantendo outros casos amorosos fora do casamento.

Um dos grandes amores de Afrodite foi o jovem mortal Adônis, pelo qual se apaixonou perdidamente. Este jovem é considerado o amor mais constante da deusa.

Por ter tido diversos relacionamentos amorosos, Afrodite gerou vários filhos com diferentes parceiros.

  • Com Ares, os filhos gerados por Afrodite foram: Eros (deus da paixão e do amor), Anteros (deus da ordem), Deimos (deus do terror), Harmonia (deusa da concórdia) e Fobos (deus do temor).
  • Com Hermes, a deusa grega teve um filho chamado de Hermafrodito.
  • Com o deus Dionísio, Afrodite teve um filho chamado de Príapo (deus da fertilidade).
  • Com Poseidon, Afrodite gerou Rodes (deusa da ilha de Rhodes).
  • Com Adônis, Afrodite teve uma filha chamada Beroe.
  • Com Apolo, a deusa teve Himeneu (deus do casamento).

9 Curiosidades Sobre Afrodite

1 – Na mitologia romana, a deusa Afrodite é chamada de Vênus.

2 – Essa deusa grega era bastante cultuada nas cidades de Corinto, Esparta e Atenas.

3 – Na Grécia Antiga, Afrodite era considerada a deusa protetora das prostitutas.

4 – A deusa Afrodite tinha um cinto que, de acordo com os mitos gregos, continha todos os seus encantamentos. Durante a Guerra de Troia, Afrodite teria emprestado esse cinto a Hera com o objetivo de distrair Zeus da guerra.

5 – A sexta-feira (vendredi, em francês), dia da semana, era-lhe consagrada.

6 – Uma lenda da mitologia grega menciona que Afrodite, juntamente com seu filho Eros, teriam feito com que Zeus se apaixonasse por uma humana chamada Europa.

7 – A cidade de Corinto era o principal local de adoração a Afrodite.

9 – O famoso julgamento de Paris é considerado o motivo inicial por trás da Guerra de Troia. No decorrer dessa guerra, Afrodite lutou ao lado de Paris e resgatou o filho do rei de Troia do rei Menelau ao envolvê-lo em uma nuvem e levá-lo de volta a Troia.

A Deusa da Beleza, do Amor e dos Prazeres

Apresentada ao mesmo tempo celeste e marinha, deusa da beleza, do amor e dos prazeres, mãe dos Amores, das Graças, dos Jogos e dos Risos: é à mesma Afrodite que atribuem todas as fábulas sobre essa divindade.

Atena, Hera e Afrodite eram as principais candidatas para ganhar uma maçã de ouro como prêmio por ser considerada a mais justa e bela das deusas. Zeus não aceitou o papel de julgador da disputa. Diante disso, Paris, que era filho do rei de Troia, se responsabilizou pelo julgamento. Embora tenha recebido várias promessas de cada uma das deusas, Paris escolheu Afrodite como deusa merecedora da maçã de ouro.

Lendas de Afrodite: A Deusa do Amor e da Beleza

Ela amou apaixonadamente a Adónis, foi mãe de Eros ou Cupido, ou ainda, o Amor; também o foi do piedoso Enéias, de um grande número de mortais, porque as suas ligações com os habitantes do céu, da terra e do mar, foram incalculáveis, infinitas.

Elevaram-lhe templos na ilha de Chipre, em Fafos, em Amatonte, na ilha de Cítera, etc. Daí os seus nomes de Cipres, Páfla, Citeréia.

Também era chamada Dionéia como sua mãe. Anadómene, isto é, “saindo das águas”, etc. Possuía um cinto onde estavam encerradas as graças, os atrativos, o sorriso sedutor, o falar doce, o suspiro mais persuasivo, o silêncio expressivo e a eloquência dos olhos. Conta-se que Hera (Juno) o pediu emprestado a Afrodite para reanimar a paixão de Zeus e para vencê-lo na causa dos gregos contra os troianos.

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Depois de sua aventura com Marte, ela retirou-se, a princípio em Pafos, depois foi esconder-se nos bosques do Cáucaso.

Todos os deuses por muito tempo em vão a procuraram; mas uma velha lhes ensinou o lugar do seu esconderijo, e a deusa castigou-a transformando-a em rochedo.

Nada é mais célebre do que a vitória alcançada por Afrodite, no julgamento de Páris, sobre Hera e Palas, apesar das suas duas rivais terem exigido dela que, antes de comparecer, tiraria o seu temível cinto.

Afrodite testemunhou perpetuamente o seu reconhecimento a Páris, a quem tornou possuidor da bela Helena, e aos troianos, que não cessou de proteger contra os gregos e a própria Hera.

Amores da Deusa

O amor mais constante de Afrodite foi o que experimentou pelo encantador jovem Adônis, filho de Mirfa e de Cinira. Mirfa, sua mãe, fugindo à cólera paterna, refugiara-se na Arábia, onde os deuses a transformaram na árvore que dá a mirra.

Tendo chegado a época do nascimento, a árvore se abriu para dar à luz a criança. Adônis foi recebido pelas ninfas, que o alimentaram nas grutas da vizinhança.

Quando chegou á adolescência, passou-se à Fenícia. Afrodite o viu, amou-o, e para segui-lo na caça nas florestas do monte Líbano, abandonou a sua morada de Cítera, de Amatonte e de Pafos, e desdenhou o amor dos deuses.

Marte, ciumento e indignado dessa preferência dada a um simples mortal, metamorfoseou-se em um furioso javali, atirou-se sobre Adônis, e lhe fez na coxa uma ferida que lhe causou a morte.

Afrodite correra, tarde demais, porém, em socorro do infortunado mancebo. Acabrunhada de dor, tomou nos braços o corpo de Adônis, e depois de o ter longamente chorado, transformou-o em anémona, flor efémera da primavera.

Outros contam que Adônis foi morto por um javali que Ártemis açulou contra ele, para se vingar de Afrodite, que causara a morte de Hipólito. Adônis, ao descer aos infernos, foi ainda amado por Prosérpina.

Afrodite queixou-se disso a Zeus. O senhor dos deuses terminou o debate ordenando que Adônis seria livre quatro meses durante o ano, que esses quatro passaria com Afrodite, e o resto com Prosérpina.

Sob o véu dessa fábula pode-se reconhecer em Adônis a Natureza em suas diversas fases e diferentes aspectos. Na primavera, mostra-se bela e fecunda; no inverno, aparece com o mesmo esplendor e a mesma fecundidade.

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Afrodite: Amável e Cruel

Afrodite está longe de ser sempre a deusa amável dos Risos e das Graças. Muito embora seja popularmente conhecida por ser a deusa da beleza e do amor, era muito vingativa e impiedosa. Para punir o Sol (Febo) da indiscrição de haver advertido Vulcano do seu adultério com Marte, tornou-o infeliz em quase todos os amores.

Perseguiu-o mesmo pelas armas, até aos seus descendentes. Vingou-se da ferida que recebera de Diomedes diante de Tróia, inspirando a Egíale, sua mulher, paixões por outros homens.

Castigou, da mesma maneira, a musa Clio, que havia censurado o seu amor por Adónis, a Hipólito que desdenhara os seus atrativos. Enfim, tendo-lhe feito Tíndaro uma estátua com cadeias nos pés, ela o castigou com o impudor das suas filhas, Helena e Clitenestra.

O seu filho Cupido é tão amável e cruel como ela.

Adoração da Deusa Afrodite (Vênus)

No culto de Afrodite, tão espalhado na Grécia c no mundo antigo, misturavam-se quase todas as práticas supersticiosas, as mais inocentes e as mais criminosas, as menos impuras e as mais desregradas.

As homenagens que lhe são rendidas relacionam-se com a diversidade das suas origens e à opinião que a seu respeito tinham tido diferentes povos, em épocas diversas. Esse culto lembrava ao mesmo tempo o das divindades assirianas e caldaicas, da Isis egípcia e da Astarte dos fenícios.

Afrodite presidia aos casamentos, aos nascimentos, mas particularmente à galanteria. Entre as flores a rosa lhe é consagrada; entre os frutos, a maçã e a romã; entre as árvores, a murta; entre as aves, o cisne, o parcial e sobretudo o pombo. Sacrificam-lhe o bode, o varrão, a lebre, e raramente vítimas grandes.

Representação de Atenas nas artes

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Representavam-na inteiramente nua ou seminua, jovem, bela, habitualmente sorridente, ora emergindo do seio das ondas, ereta, o pé sobre uma tartaruga, em uma concha, ou montada em um cavalo-marinho, com um cortejo de Tritões e de Nereidas, ora arrastada em um carro atrelado a dois pombos ou a dois cisnes.

Os espartanos representavam-na toda armada, em lembrança de suas esposas que haviam tomado as armas para defender a cidade.

O pintor Apeles representara em um admirável quadro o nascimento de Afrodite chamada Anadíômente, isto é, “que sai do mar”. Esse quadro foi consagrado à deusa pelo próprio Imperador Augusto, e ainda existia na época do poeta latino Ausone, que dele faz uma breve mas viva descrição.

Estátuas de Atenas

Há um grande número de estátuas de Afrodite: as mais belas e as mais célebres são a Vênus de Medicis, que se acredita ser uma cópia de Afrodite de Cnide, executada por Praxíteles, a Vênus de Arle, a Venus de Milo, descoberta em Milo pelo Conde Marcellus, em 1820.

Em uma medalha da Imperatriz Faustina, vê-se a imagem de Vénus mãe: segura uma maçã com a mão direita, e com a esquerda uma criança envolta em cueiros. Em outra medalha da mesma imperatriz, vê-se a Vénus vitoriosa. Com suas carícias, a deusa se esforça em deter o deus Marte, que pane para a guerra.

Uma das mais curiosas estátuas dessa deusa, variação da Afrodite hermafrodita, era a Afrodite barbata. Estava em Roma; representava na sua parte superior um homem com cabeleira e barba abundantes, enquanto a parte inferior era de mulher. Essa singular estátua foi consagrada à deusa por ocasião de uma moléstia epidêmica, em conseqüência da qual as damas romanas perdiam os cabelos. A Afrodite atribuiu-se a cura.

Pinturas de Atenas

Afrodite inspirou muitos pintores e escultores sobretudo no período do Renascimento Cultural, sendo que uma das obras mais conhecidas associadas à figura dessa deusa é “O nascimento de Vênus”, feita pelo pintor italiano Sandro Botticelli.

Em muitos quadros modernos, essa divindade é representada sobre o seu carro, tirado por dois cisnes: usa uma coroa de rosas e uma cabeleira loira; nos olhos brilha a alegria, paira o sorriso nos lábios; em redor dela brincam dois pombos e uma grande quantidade de pequenos amores. O fato de ser a Deusa da Beleza e do Amor, faz com que seja representada sempre de forma delicada.

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