Aquiles – Calcanhar, Existiu? Quem Foi? Quem matou? História, Resumo


Falaremos sobre Aquiles, uma das histórias mais famosas da mitologia Grega, contaremos sobre o seu famoso calcanhar e o que está por trás desta história tão conhecida.

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Quem Foi Aquiles?

Aquiles, o Eácida ou neto de Eaco, filho de Tetis e de Peleu, rei da Ftiótida, nasceu em Larissa, cidade da Tessália, situada às margens do Peneu.

Ao nascer, Tetis, sua mãe, mergulhou-o nas águas do Estige, para torná-lo invulnerável, exceto o calcanhar, por onde o segurou.

Encarregou-se ela própria da sua primeira educação, e deu-lhe como preceptor Fênix, filho de Amintor, príncipe dos dolopes, refugiado na corte de Peleu.

Em seguida teve como professor o Centauro Quiron, que, cultivando a sua bela inteligência com os mais úteis conhecimentos, não se descuidou de lhe desenvolver e fortificar o corpo.

Dizem que o alimentava com os miolos dos leões e dos tigres, a fim de fazê-lo corajoso e forte.

Em criança, tendo-lhe sua mãe proposto optar entre uma carreira longa e obscura, ou uma vida curta, mas gloriosa, ele preferiu a última.



Entretanto, Tetis, instruída pelos oráculos de que nunca se tomaria Tróia sem o auxílio de Aquiles, mas que ele morreria sob os seus muros, enviou-o com roupas de mulher, e sob o nome de Pirra, à corte de Licômedes, rei de Ciros.

Graças a esse disfarce, fez-se reconhecer por Deidâmia, filha de Licômedes, desposou-a secretamente, e ela teve um filho chamado Pirro.

Quando os príncipes gregos se reuniram para ir ao cerco de Tróia, Calcas lhes predisse que esta cidade não seria tomada sem o auxílio de Aquiles, e indicou-lhes o lugar do seu refúgio.

Ulisses para lá se dirigiu, disfarçado em mercador, e apresentou às mulheres da corte joias e armas. Aquiles traiu-se preferindo as armas às joias. Ulisses conduziu-o ao cerco de Tróia, e foi então que Tetis deu ao seu filho a armadura impenetrável, obra de Vulcano.

História de Aquiles

Bem depressa Aquiles tornou-se o primeiro herói da Grécia e o terror dos inimigos. Enquanto Agamemnon reunia as suas tropas, o filho de Tetis tomou várias cidades da Troada e da Sicília, entre as quais Tebas, pátria de Andrômaca.

Mas durante o cerco, Aquiles tendo sido de opinião de entregar a jovem Criseis a seu pai, sacerdote de Apolo, e de fazer assim cessar a peste que desolava o campo dos gregos, Agamemnon ofendido tomou-lhe uma outra cativa, Hipodâmia, alcunhada Briseis ou filha de Brises. Esse insulto o irritou a tal ponto que se retirou da tenda, e cessou de combater.

A sua retirada assegurou a vitória aos troianos; mas Pátroclo, seu amigo, a quem emprestara as suas armas, tendo sido vencido e despojado por Heitor, Aquiles pediu uma nova armadura a Tetis, voltou ao combate, e vingou a morte do amigo com a de Heitor, cujo corpo amarrou ao seu carro e arrastou assim muitas vezes em torno das muralhas de Tróia e do túmulo de Pátroclo; depois entregou-o ao desolado Príamo, seu pai.

Depois da morte de Heitor, os príncipes gregos se reuniram em um banquete em casa de Agamemnon durante o qual examinaram os meios de se apoderar de Tróia.

Aquiles se declarou pela luta aberta. Ulisses pelo dolo, – resolução aceita que o enfureceu.

Quem Matou? Calcanhar

Segundo Ovídio o amor causou a morte de Aquiles; apaixonado por Polixena, filha de Príamo, pediu-a em casamento, e quando estava prestes a desposá-la, no momento em que Deífobo o abraçava, Páris feriu-o no calcanhar com uma flecha. Diz-se que foi o próprio Apolo quem dirigiu a pontaria desse golpe mortal.

Já se tem observado com razão que a fábula que julga Aquiles invulnerável não era aceita no tempo de Homero. Este poeta não adotaria uma ficção desonrosa para o seu herói.

Segundo ele, Aquiles foi ferido em combate, e em torno de seu corpo os gregos deram uma batalha sangrenta que durou todo um dia.

Tetis, tendo sabido da morte do filho, saiu do seio das águas, acompanhada por uma legião de ninfa, para vir chorar sobre o seu corpo.

As Nereidas cercaram o leito fúnebre, dando gritos lamentáveis, e revestiram o cadáver com roupas imortais; e as nove Musas, a seu turno, lançaram lúgubres lamentos.

Durante dezessete dias os gregos choraram com as deusas; e no décimo oitavo puseram o corpo sobre uma fogueira. As cinzas foram encerradas em uma urna de ouro, e misturadas com as de Pátroclo.

Depois que se lhe levantou um magnífico túmulo à margem do Helesponto, no promontório de Sigeu, Tetis fez executar jogos e combates, pelos mais bravos do exército, em volta da sepultura. Aquiles foi adorado como um semideus.

O oráculo de Dodona conferiu-lhe honras divinas, e ordenou que sobre a sua tumba se ofertassem sacrifícios anuais. Nos combates heroicos, o carro tinha um grande papel na luta, e por conseguinte a habilidade do cocheiro muito contribuía para a vitória.

Por isto, quando se conta a história de Aquiles, deve-se aos menos mencionar Automedon, o seu célebre cocheiro. A lança de Aquiles tinha a virtude de curar as feridas que fizera; era preciso, porém, que o herói consentisse.

Imagem- cassandratyndall.com/ mitosyrelatos.com

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